Seja “homem”, esconda seus sentimentos, não demonstre
fraqueza, não exponha nada que denote sensibilidade. Afinal, “homem de verdade”
é bruto, grosseiro, insensível, mal-educado, escatológico, selvagem, sexual.
Não seja o homem que você é. Seja o “homem” que a sociedade lhe impõe ser. Caso
contrário, dedos lhe serão apontados, risos lhe serão dirigidos, ofensas lhe
serão proferidas. Obedeça ao estereótipo, ou saia deste planeta. Não chore, não
cante, não componha, não recite, não dance, não peça ajuda, não veja novelas, não use rosa, não cuide da aparência (mas tenha músculos!), adore carros, futebol e MMA, idolatre o álcool, tenha um animal feroz, fale grosso, use as mulheres e odeie todos que não sigam estas regras. Seja “homem”, pô!
E é assim que se perpetuam as relações sociais milenarmente
constituídas. Qualquer tentativa de mudança jamais será bem-vinda. Qualquer regra quebrada inviabiliza o seu direito de ser chamado de "homem".
Como dizia Cazuza: "Eu vejo o futuro repetir o passado".
Ah! O mundo dos “homens” é mesmo admirável, não é?
Não.
Sociedade Hipócrita
ResponderExcluirPois é, tem coisas que nunca mudam.
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